Sobe sem olhar onde pisa
Desce sem saber o que tem embaixo
Anda sem olhar pro lado
Pára sem saber o ponto
Fala sem pensar
Cala quando devia falar
Luta por coisas sem importância
Desiste quando devia lutar
Ganha coisas sem sentido
Perde momentos preciosos
Pega o que não queria
Larga o importante
Ama quem não deve
Odeia em segredo
Entra em frias
Sai envergonhada
Vive como morta
Morre querendo viver...
domingo, outubro 16, 2005
terça-feira, outubro 04, 2005
Curitiba Rock Festival
Eu sempre tentei não fazer do blog um diário virtual, mas nem tem como falar do Curitiba Rock Festival sem ser mais detalhada, íntima...
A confusão começou n o bendito 11/07/05 quando eu abri minha caixa de e-mails e me deparei com a notícia: “Weezer no Brasil em setembro”. Tive cinco ataques dos nervos e começou o tumulto em casa: caras feias + discussões + insistência + negação + bate o pé + bate a porta + pula + chora + fala + cala . Fato é que a decisão estava tomada, só restava esperar o tempo passar...
... e passou...
Setembro chegou e ansiedade era tudo que corria em minhas veias. Decepção por não poder mais chegar sexta, a tempo do show do Ludov e Relespública, mas o festival continuava lá, só me esperando chegar.
Ônibus lotado + ingressos em mãos + pessoas conhecidas + pessoas desconhecidas + risadas + “My name is...” em post its identificadores + conversinhas + soninho + engarrafamentos + paradas + bundas quadradas + motorista perdido
Já em Curitiba, mas ainda no ônibus, sinais de felicidade chegavam pelo celular... torpedo da Deise e ligação da Tici me faziam acreditar que tudo era mesmo verdade sem que eu precisasse me beliscar pra isso...
Hotel..... check in... Pausa na fila pra telefonar pro coração e ouvir um “ Cacau... é hoje” tão fofo que me valeu um sorriso instantâneo.... chave... abre mala.... confere ingresso... escolhe roupa... desce e os encontros começam.... amigos queridos gaúchos e paulistas esperando no saguão.... [Abraça + beija + aperta + olha + fotografa + sorri + encosta + conversa. Acredita, Carol, acredita!!! Gente de verdade!!!!! Gente querida, gente amiga, gente fofa, gente linda, gente real!!!!! Gente querida que lembra até de trazer casaco de Porto Alegre pra você não morrer de frio (Tici querida!!!!)
Almoço com gaúchos queridos, narizes de Bozo, risadas, fotos, passeio, sorvete...
Olha pro lado, Carol, o coração ta ali, de pé e ao alcance de um peteleco... abraça, abraça, abraça. É nesta hora que eu conheço uma pessoa fofa com quem passarei a maior parte do fim de semana... Cibinha querida que não esqueço mais!
Gaúchos se vão e goianos ficam... Passeia, passeia, anda, anda, chocolate!!!!!! Chocolate!!!!!
Volta pro hotel!!! Não pode perder o ônibus, mas o motorista pode se perder ( de novo ).
Paulistas fofinhas, venham também, todos rumo ao Curitiba Master Hall... Ai! Confere o ingresso de novo!
Bolsas e pessoas devidamente revistadas, ingressos entregues... o primeiro passo depois disso é lindo.... nem importa se está frio, nem importa se está começando a chover, nem importa nada no mundo... Encontros, reencontros, novos abraços, beijos, apertões, fotos, sorrisos...
Shows ótimos e outros chatíssimos...
Rádio de Outono me fez feliz, me fez pular e gritar com a Ciba e o frio já tinha passado longe...
O Sete... ¬¬
Charme Chulo “Ah, vamos voltar lá pra fora pra conversar? É melhor, né?”
Biônica veio com um rock’n roll puro!!!! Yeah, baby!!!!! E dá-lhe grito, berro, pulo, porre.... Meninas paulistas (Liga Kinder) morriam de pular e gritar na minha frente e eu nem sabia se prestava atenção à banda ou a elas... mas deu pra dividir a atenção e aproveitar bem.
Cidadão Instigado..... À essa altura nem dava mais pra sair ou corria o risco de perder o lugar... mas se desse... lá fora estava muito mais animado, né?
Calor..... calor.... calor.... calor..... nada mais que calor e eu derretia no meio do povo e pessoas minúsculas como eu e as meninas sofrem mais ainda...
Acabou la Tequila chegou e me deu uma vontade louca de pular, dançar , cantar e gritar... pena que o espaço físico não me permitia tais luxos, tive que me contentar em gritar e cantar, as únicas coisas que não necessitavam espaço.
A espera mais longa veio agora.... Milênios de passagem de som (lembrando que as bandas nacionais não puderam passar som algum... ô, respeito, né?). Todos sabiam que assim que a próxima música começasse o mundo viria abaixo... mas quase que não veio... A mudança de local do Festival da Pedreira Paulo Leminski para o Master Hall era um problema muito mais complicado que apenas o endereço. A equipe do Weezer tentava não acreditar que o espaço entre o público e o palco era mesmo minúsculo como estavam vendo... Medo... muito medo de não ter mais show.
Quando o calor já começava a me vencer, o cansaço a me dobrar e a ansiedade a me corroer, eis que Rivers, Scott, Brian e Pat sobem ao palco.... My name is Jonas começa e o mundo realmente vem abaixo... todos berravam, pulavam, empurravam, amassavam..... Fui devidamente espancada, jogada, empurrada e expulsa de onde estava, juntamente com as pobres da Deise e da Ciba.... De relance, vi a Jubs sumindo, chorando e realmente me assustei com tudo aquilo... Nos perdemos de todas as outras pessoas e depois de conseguir não perder meu sapato, consegui chegar em um lugar “seguro” com Deise e Ciba... Lá nós poderíamos morrer em paz...
E começa a sessão de tentativas de ligações para amigos.... eu tinha que levar um pouco daquilo pra eles, não podia ficar com tudo só pra mim...
Set List:
- My Name is Jonas
- Tired of Sex
- Don´t Let Go
- In Garage (Scott no vocal)
- This is Such a Pity
- Big Me (cover de Foo Fighters)
- Perfect Situation
- Why Bother (Brian no vocal)
- El Scorcho
- Say it Ain´t So
- We´re All on Drugs
- The Good Life
- Beverly Hills
- Buddy Holly
- Photograph (Pat no vocal)
Quando as luzes se apagaram eu era nada, apenas lágrimas e sorrisos.... Nunca na vida eu gritei, pulei, cantei, sorri, chorei, berrei, morri e vivi tanto e tantas vezes como durante as 15 músicas que acabara de escutar. Já chorava durante o show e agora porque eles tinhas saído do palco...
Mas quem disse que acabou? Uma luz é acesa em meio à área VIP e o Senhor Rivers-Feliz-da-vida-com-o-show aparece com um violão nas mãos pra provar que nós ainda não tínhamos morrido o suficiente. Island in the sun tocada acústica, linda e com todos berrando a letra... Hip hip mata... ao menos matou a minha pessoa...
Mas eu soube logo, logo que aquela ainda não tinha sido a última morte da noite. O palco volta a ser iluminado e, pra acabar com a voz de todos, Rivers pergunta se alguém sabe tocar Undone no violão. Vi ali, subindo ao palco, a pessoa mais sortuda do mundo... Leandro o nome dele, o abençoado que tocou uma música inteirinha com o Weezer no show da minha vida. Depois daquilo, nada mais podia me surpreender, eu já havia morrido umas 47 vezes e guardei mais três mortes pras duas músicas que faltavam: Hash Pipe e Surf Wax America.
x_x
Morri.... morri... morri.... ninguém tinha reação nenhuma.... ninguém sabia o que fazer, o que falar, pra onde ir.... todos abobados e mortos.... mortos mas felizes...
Domingo 25/10
Acorda, toma banho, muda roupa, desce... amiguinhos queridos novamente no saguão, vamos todos ao Shopping Miller para o almoço mega gigantesco que reuniria todos os cariocas, gaúchos, goianos e paulistas na mesma praça de alimentação.... Momentos felizes e eu nem sabia onde ficar, com quem falar, o que fazer com tanta gente querida perto ao mesmo tempo...
Agora é hora do passeio dos cariocas e gaúchos por Curitiba. Perdidos? Que isso??? A Tici tem um mapa e nada pode nos deter!!! Ponto de ônibus-tubo!!! Hora de tirar cinqüenta mil fotos atrapalhando a passagem dos curitibanos... Enfim chegamos ao Jardim Botânico, lugar onde tivemos uma tarde linda e divertida, com a ajuda de nossos narizes de palhaço. Chuva nem atrapalhou em nada....
Despedida... Lari e Tici vão mais cedo e nem sei mais quando as vejo... fico triste...
Volta pro hotel...Telefonema... “Cacau, o Móveis ainda não tocou, vem agora”... Quem precisa de tempo pra se arrumar? Eu não, corro pro saguão e espero o maldito ônibus que não chega nunca... tristeza toma conta de mim.... não chegarei a tempo e não verei a banda que tanto esperei... O atraso me irritou e chego desolada ao Master Hall no último dia de festival... Perdi o Móveis Coloniais de Acaju, a doida da Karine Alexandrino e ainda dou de cara com Los Diaños no palco... pode piorar? Pode... Piorou no momento que lembrei que o fim de semana estava acabando e eu teria que voltar pra casa sem as pessoas na mala...
Ultramen? Ah! É melhor conversar lá fora!
Raveonnetes começa o show e, eu que nem esperava nada, nem de bom e nem de ruim, fui surpreendida pelo show, achei bem legal.... Só não foi melhor porque existem pessoas, ou melhor, seres ridículos e ignorantes que conseguem tirar a gente do sério... Como eu queria um cigarro pra enfiar goela abaixo de duas certas criaturas presentes na pista... >^/
Mercury Rev....Sem mais palavras, apenas digo que fui hipnotizada..... Transcendental.... profundo.... sei lá como explicar...
Mas tudo já era um misto de admiração com o show tristeza por tudo estar no fim... Lágrimas, lágrimas e lágrimas.... nem tive mais força pra segurar....
E foi assim depois do show... na despedida coletiva.... tanta gente querida, tanta quente que amo e que veria sabe-se lá quando.... tanto abraço, tantas lágrimas, tanto sentimento... Uma frase da Ciba não me saiu da cabeça até agora “Não faz essa carinha não que me dá um aperto no coração”..... Pois é, meu coração ficou apertado, massacrado.....
Volta pro hotel cheia de lembranças e pensamentos...
Segunda de acordar cedo pra tomar café, check out, última voltinha pelos arredores com queridos que foram companheiros desde o início de tudo, corrida pro ônibus.... Ah, o ônibus.... horas intermináveis e paradas em lugares que vendem cds bizarros que me dão medo e habitam meus pesadelos... Previsão de chegada em Botafogo às 23h. Chegada real às 3h.
Saldo do fim de semana: Felicidade, resfriado, cansaço, roxo no braço, pisões, tapas, fotos intermináveis, garganta doida, voz que se foi, alegria, risadas, abraços, apertões, camiseta linda, cd viciante, lembranças queridas, amigos, lágrimas e saudades, saudades, saudades, saudades......
Alguém sabe onde arrumo uma máquina do tempo?
Enquanto não arrumo uma, fico vendo as fotos pra lembrar... Se quiserem, é só dar uma olhada no álbum.
A confusão começou n o bendito 11/07/05 quando eu abri minha caixa de e-mails e me deparei com a notícia: “Weezer no Brasil em setembro”. Tive cinco ataques dos nervos e começou o tumulto em casa: caras feias + discussões + insistência + negação + bate o pé + bate a porta + pula + chora + fala + cala . Fato é que a decisão estava tomada, só restava esperar o tempo passar...
... e passou...
Setembro chegou e ansiedade era tudo que corria em minhas veias. Decepção por não poder mais chegar sexta, a tempo do show do Ludov e Relespública, mas o festival continuava lá, só me esperando chegar.
Ônibus lotado + ingressos em mãos + pessoas conhecidas + pessoas desconhecidas + risadas + “My name is...” em post its identificadores + conversinhas + soninho + engarrafamentos + paradas + bundas quadradas + motorista perdido
Já em Curitiba, mas ainda no ônibus, sinais de felicidade chegavam pelo celular... torpedo da Deise e ligação da Tici me faziam acreditar que tudo era mesmo verdade sem que eu precisasse me beliscar pra isso...
Hotel..... check in... Pausa na fila pra telefonar pro coração e ouvir um “ Cacau... é hoje” tão fofo que me valeu um sorriso instantâneo.... chave... abre mala.... confere ingresso... escolhe roupa... desce e os encontros começam.... amigos queridos gaúchos e paulistas esperando no saguão.... [Abraça + beija + aperta + olha + fotografa + sorri + encosta + conversa. Acredita, Carol, acredita!!! Gente de verdade!!!!! Gente querida, gente amiga, gente fofa, gente linda, gente real!!!!! Gente querida que lembra até de trazer casaco de Porto Alegre pra você não morrer de frio (Tici querida!!!!)
Almoço com gaúchos queridos, narizes de Bozo, risadas, fotos, passeio, sorvete...
Olha pro lado, Carol, o coração ta ali, de pé e ao alcance de um peteleco... abraça, abraça, abraça. É nesta hora que eu conheço uma pessoa fofa com quem passarei a maior parte do fim de semana... Cibinha querida que não esqueço mais!
Gaúchos se vão e goianos ficam... Passeia, passeia, anda, anda, chocolate!!!!!! Chocolate!!!!!
Volta pro hotel!!! Não pode perder o ônibus, mas o motorista pode se perder ( de novo ).
Paulistas fofinhas, venham também, todos rumo ao Curitiba Master Hall... Ai! Confere o ingresso de novo!
Bolsas e pessoas devidamente revistadas, ingressos entregues... o primeiro passo depois disso é lindo.... nem importa se está frio, nem importa se está começando a chover, nem importa nada no mundo... Encontros, reencontros, novos abraços, beijos, apertões, fotos, sorrisos...
Shows ótimos e outros chatíssimos...
Rádio de Outono me fez feliz, me fez pular e gritar com a Ciba e o frio já tinha passado longe...
O Sete... ¬¬
Charme Chulo “Ah, vamos voltar lá pra fora pra conversar? É melhor, né?”
Biônica veio com um rock’n roll puro!!!! Yeah, baby!!!!! E dá-lhe grito, berro, pulo, porre.... Meninas paulistas (Liga Kinder) morriam de pular e gritar na minha frente e eu nem sabia se prestava atenção à banda ou a elas... mas deu pra dividir a atenção e aproveitar bem.
Cidadão Instigado..... À essa altura nem dava mais pra sair ou corria o risco de perder o lugar... mas se desse... lá fora estava muito mais animado, né?
Calor..... calor.... calor.... calor..... nada mais que calor e eu derretia no meio do povo e pessoas minúsculas como eu e as meninas sofrem mais ainda...
Acabou la Tequila chegou e me deu uma vontade louca de pular, dançar , cantar e gritar... pena que o espaço físico não me permitia tais luxos, tive que me contentar em gritar e cantar, as únicas coisas que não necessitavam espaço.
A espera mais longa veio agora.... Milênios de passagem de som (lembrando que as bandas nacionais não puderam passar som algum... ô, respeito, né?). Todos sabiam que assim que a próxima música começasse o mundo viria abaixo... mas quase que não veio... A mudança de local do Festival da Pedreira Paulo Leminski para o Master Hall era um problema muito mais complicado que apenas o endereço. A equipe do Weezer tentava não acreditar que o espaço entre o público e o palco era mesmo minúsculo como estavam vendo... Medo... muito medo de não ter mais show.
Quando o calor já começava a me vencer, o cansaço a me dobrar e a ansiedade a me corroer, eis que Rivers, Scott, Brian e Pat sobem ao palco.... My name is Jonas começa e o mundo realmente vem abaixo... todos berravam, pulavam, empurravam, amassavam..... Fui devidamente espancada, jogada, empurrada e expulsa de onde estava, juntamente com as pobres da Deise e da Ciba.... De relance, vi a Jubs sumindo, chorando e realmente me assustei com tudo aquilo... Nos perdemos de todas as outras pessoas e depois de conseguir não perder meu sapato, consegui chegar em um lugar “seguro” com Deise e Ciba... Lá nós poderíamos morrer em paz...
E começa a sessão de tentativas de ligações para amigos.... eu tinha que levar um pouco daquilo pra eles, não podia ficar com tudo só pra mim...
Set List:
- My Name is Jonas
- Tired of Sex
- Don´t Let Go
- In Garage (Scott no vocal)
- This is Such a Pity
- Big Me (cover de Foo Fighters)
- Perfect Situation
- Why Bother (Brian no vocal)
- El Scorcho
- Say it Ain´t So
- We´re All on Drugs
- The Good Life
- Beverly Hills
- Buddy Holly
- Photograph (Pat no vocal)
Quando as luzes se apagaram eu era nada, apenas lágrimas e sorrisos.... Nunca na vida eu gritei, pulei, cantei, sorri, chorei, berrei, morri e vivi tanto e tantas vezes como durante as 15 músicas que acabara de escutar. Já chorava durante o show e agora porque eles tinhas saído do palco...
Mas quem disse que acabou? Uma luz é acesa em meio à área VIP e o Senhor Rivers-Feliz-da-vida-com-o-show aparece com um violão nas mãos pra provar que nós ainda não tínhamos morrido o suficiente. Island in the sun tocada acústica, linda e com todos berrando a letra... Hip hip mata... ao menos matou a minha pessoa...
Mas eu soube logo, logo que aquela ainda não tinha sido a última morte da noite. O palco volta a ser iluminado e, pra acabar com a voz de todos, Rivers pergunta se alguém sabe tocar Undone no violão. Vi ali, subindo ao palco, a pessoa mais sortuda do mundo... Leandro o nome dele, o abençoado que tocou uma música inteirinha com o Weezer no show da minha vida. Depois daquilo, nada mais podia me surpreender, eu já havia morrido umas 47 vezes e guardei mais três mortes pras duas músicas que faltavam: Hash Pipe e Surf Wax America.
x_x
Morri.... morri... morri.... ninguém tinha reação nenhuma.... ninguém sabia o que fazer, o que falar, pra onde ir.... todos abobados e mortos.... mortos mas felizes...
Domingo 25/10
Acorda, toma banho, muda roupa, desce... amiguinhos queridos novamente no saguão, vamos todos ao Shopping Miller para o almoço mega gigantesco que reuniria todos os cariocas, gaúchos, goianos e paulistas na mesma praça de alimentação.... Momentos felizes e eu nem sabia onde ficar, com quem falar, o que fazer com tanta gente querida perto ao mesmo tempo...
Agora é hora do passeio dos cariocas e gaúchos por Curitiba. Perdidos? Que isso??? A Tici tem um mapa e nada pode nos deter!!! Ponto de ônibus-tubo!!! Hora de tirar cinqüenta mil fotos atrapalhando a passagem dos curitibanos... Enfim chegamos ao Jardim Botânico, lugar onde tivemos uma tarde linda e divertida, com a ajuda de nossos narizes de palhaço. Chuva nem atrapalhou em nada....
Despedida... Lari e Tici vão mais cedo e nem sei mais quando as vejo... fico triste...
Volta pro hotel...Telefonema... “Cacau, o Móveis ainda não tocou, vem agora”... Quem precisa de tempo pra se arrumar? Eu não, corro pro saguão e espero o maldito ônibus que não chega nunca... tristeza toma conta de mim.... não chegarei a tempo e não verei a banda que tanto esperei... O atraso me irritou e chego desolada ao Master Hall no último dia de festival... Perdi o Móveis Coloniais de Acaju, a doida da Karine Alexandrino e ainda dou de cara com Los Diaños no palco... pode piorar? Pode... Piorou no momento que lembrei que o fim de semana estava acabando e eu teria que voltar pra casa sem as pessoas na mala...
Ultramen? Ah! É melhor conversar lá fora!
Raveonnetes começa o show e, eu que nem esperava nada, nem de bom e nem de ruim, fui surpreendida pelo show, achei bem legal.... Só não foi melhor porque existem pessoas, ou melhor, seres ridículos e ignorantes que conseguem tirar a gente do sério... Como eu queria um cigarro pra enfiar goela abaixo de duas certas criaturas presentes na pista... >^/
Mercury Rev....Sem mais palavras, apenas digo que fui hipnotizada..... Transcendental.... profundo.... sei lá como explicar...
Mas tudo já era um misto de admiração com o show tristeza por tudo estar no fim... Lágrimas, lágrimas e lágrimas.... nem tive mais força pra segurar....
E foi assim depois do show... na despedida coletiva.... tanta gente querida, tanta quente que amo e que veria sabe-se lá quando.... tanto abraço, tantas lágrimas, tanto sentimento... Uma frase da Ciba não me saiu da cabeça até agora “Não faz essa carinha não que me dá um aperto no coração”..... Pois é, meu coração ficou apertado, massacrado.....
Volta pro hotel cheia de lembranças e pensamentos...
Segunda de acordar cedo pra tomar café, check out, última voltinha pelos arredores com queridos que foram companheiros desde o início de tudo, corrida pro ônibus.... Ah, o ônibus.... horas intermináveis e paradas em lugares que vendem cds bizarros que me dão medo e habitam meus pesadelos... Previsão de chegada em Botafogo às 23h. Chegada real às 3h.
Saldo do fim de semana: Felicidade, resfriado, cansaço, roxo no braço, pisões, tapas, fotos intermináveis, garganta doida, voz que se foi, alegria, risadas, abraços, apertões, camiseta linda, cd viciante, lembranças queridas, amigos, lágrimas e saudades, saudades, saudades, saudades......
Alguém sabe onde arrumo uma máquina do tempo?
Enquanto não arrumo uma, fico vendo as fotos pra lembrar... Se quiserem, é só dar uma olhada no álbum.
sexta-feira, setembro 09, 2005
Fuga........
Tudo era tão estranho que não conseguia protestar. Nada lhe ocorria para que pudesse parar de sentir aquilo. E se estivesse errada? Colocaria tudo a perder por uma desconfiança? E se ela mesma tivesse causado tudo aquilo? Como pensar em respostas para todas as perguntas e ainda achar uma saída ao mesmo tempo? Não conseguia... Com sua cabeça confusa e bombardeada por perguntas, respostas, medos e culpa, tudo a sua volta parecia girar.
Cada minuto transcorrido parecia-lhe horas e horas sem fim. Casa movimento externo parecia final. Sentia como que a qualquer momento não pudesse mais evitar e, ao invés de se controlar sozinha, seria controlada. Perder o controle sobre si era o que mais temia, mas parecia que ia diminuindo com a mesma velocidade que tudo crescia a sua volta. Logo ela seria minúscula o bastante para ser pega e nem poderia mais se livrar.
Pensou em correr, mas pra onde? Não podia sair de lá sozinha e, aparentemente, ninguém estava interessado em mostrar a saída. Pensou em falar, mas não lhe davam espaço. Pensou em gritar, mas ninguém ouviria. Aproveitou um descuido e se jogou. Levantou e se impôs. Devia ir, tinha que ir, queria ir embora e tinha que ser imediatamente.
Após isso, ainda o medo permaneceu e lhe pareceu ainda mais forte. Sua atitude desencadearia uma reação e ela não tinha idéia de qual seria...
Silêncio predominante. Tensão, ansiedade e ainda o medo. Mesmo depois de escapar, nada lhe parecia certo. Nada lhe parecia normal. Foi embora sozinha... mas com o sorriso no bolso pronto para qualquer emergência. Tinha que estar preparada para usar caso fosse preciso...
Cada minuto transcorrido parecia-lhe horas e horas sem fim. Casa movimento externo parecia final. Sentia como que a qualquer momento não pudesse mais evitar e, ao invés de se controlar sozinha, seria controlada. Perder o controle sobre si era o que mais temia, mas parecia que ia diminuindo com a mesma velocidade que tudo crescia a sua volta. Logo ela seria minúscula o bastante para ser pega e nem poderia mais se livrar.
Pensou em correr, mas pra onde? Não podia sair de lá sozinha e, aparentemente, ninguém estava interessado em mostrar a saída. Pensou em falar, mas não lhe davam espaço. Pensou em gritar, mas ninguém ouviria. Aproveitou um descuido e se jogou. Levantou e se impôs. Devia ir, tinha que ir, queria ir embora e tinha que ser imediatamente.
Após isso, ainda o medo permaneceu e lhe pareceu ainda mais forte. Sua atitude desencadearia uma reação e ela não tinha idéia de qual seria...
Silêncio predominante. Tensão, ansiedade e ainda o medo. Mesmo depois de escapar, nada lhe parecia certo. Nada lhe parecia normal. Foi embora sozinha... mas com o sorriso no bolso pronto para qualquer emergência. Tinha que estar preparada para usar caso fosse preciso...
segunda-feira, setembro 05, 2005
Chatos....
Sabe aquela pessoa chata? Todo mundo conhece alguém chato, isso é fato. Mas tem um tipo de chato que é pior, o chato que se esforça pra ser legal. Alguém que tenta ser legal, que tenta agradar a todos, procura ser atencioso (às vezes até demais).... alguém que está sempre por perto, o boa praça, o gente fina, o que quer se dar bem com tudo e todos, quer ser amigo de Deus e todo mundo...
Mas não dá... Tem gente que é chata e pronto, não tem jeito. O negócio é que, quando a pessoa é insuportável, você odeia, dá um fora, ignora e pronto, acabou o problema. MAs quando a pessoa tenta ser legal, simpática com você, procura agradar e tal... é impossíveldar um fora. Você mesmo não se perdoaria por isso, sentiria-se culpado, porque, poxa, coitada dela, né? Esforça-se tanto...
O que fazer? Nem sei.... aliás, aceito sugestões, visto que conheço gente assim e acabo me achando horrível por pensar coisas assim.... mas tem gente que não tem noção mesmo... não tem noção do que faz, nem do que diz, acaba não tendo noção que é chato...
E eu, será que sou uma destas pessoas chatas e que não se tocam? Pensei nisso agora... nhaiii.... que medo!
Mas não dá... Tem gente que é chata e pronto, não tem jeito. O negócio é que, quando a pessoa é insuportável, você odeia, dá um fora, ignora e pronto, acabou o problema. MAs quando a pessoa tenta ser legal, simpática com você, procura agradar e tal... é impossíveldar um fora. Você mesmo não se perdoaria por isso, sentiria-se culpado, porque, poxa, coitada dela, né? Esforça-se tanto...
O que fazer? Nem sei.... aliás, aceito sugestões, visto que conheço gente assim e acabo me achando horrível por pensar coisas assim.... mas tem gente que não tem noção mesmo... não tem noção do que faz, nem do que diz, acaba não tendo noção que é chato...
E eu, será que sou uma destas pessoas chatas e que não se tocam? Pensei nisso agora... nhaiii.... que medo!
segunda-feira, agosto 29, 2005
Meio fio......
Espera sentada na esquina de sempre. Parada, observa o movimento da rua. Pessoas iam, vinham, conhecidos se encontravam e desconhecidos viravam amigos. Tudo acontecia rápido demais e lhe parecia não permitir deslizes. Todos pareciam-lhe tão cerros do que faziam, que nada a animava a levantar de lá.
Alguns passavam e nem a notavam. Outros achavam estranho a mesma figura que lá permanecia todo o tempo, alguns se perguntavam a razão de ela não sair nunca e uns poucos ainda tropeçavam nela ao cortar caminho pra algum lugar.
Ela não gostava de estar ali, mas nem sabia como sair. Disseram que era pra ela levantar. “Mas levantar e ir pra onde?”, perguntava-se o tempo todo, “ficar de pé e no mesmo lugar é quase a mesma coisa, nem adiantaria”. Disseram também que deveria dar o primeiro passo, mas não tinha a menor idéia para qual lado se direcionar...
Tudo parecia tão grande, veloz, severo e difícil, que, temendo perder-se num beco escuro ou mesmo em meio à multidão, ela ficava ali... sem coragem o bastante para nada e a vida lhe parecia sem graça...
Passar a vida sentada, olhando os outros viverem não era nada do que ela tinha sonhado... aos poucos ia percebendo que não podia mais esperar, teria que se levantar e andar.... andar sem rumo certo não lhe parecia uma coisa muito segura, e não era mesmo. Mas quem foi que disse que segurança é certeza de felicidade?
Levantou e deu um passo, mesmo sem saber pra onde ia. Deu outro, e outro e mais um.... e foi indo, caminhando, tentando perceber por onde andava, mas sem tentar prever o que encontraria quando virasse a esquina. Viu que isto não era apenas impossível, mas que tentar adivinhar as coisas doía... doía muito e só atava mais ainda os nós que a prendiam no chão... Se preciso fosse, perderia-se, mas sabia que no fim acabaria encontrando o caminho, mesmo que pra isso tivesse que desviar, entrar em becos sem saída e não ter medo de voltar e seguir por outro caminho...
Alguns passavam e nem a notavam. Outros achavam estranho a mesma figura que lá permanecia todo o tempo, alguns se perguntavam a razão de ela não sair nunca e uns poucos ainda tropeçavam nela ao cortar caminho pra algum lugar.
Ela não gostava de estar ali, mas nem sabia como sair. Disseram que era pra ela levantar. “Mas levantar e ir pra onde?”, perguntava-se o tempo todo, “ficar de pé e no mesmo lugar é quase a mesma coisa, nem adiantaria”. Disseram também que deveria dar o primeiro passo, mas não tinha a menor idéia para qual lado se direcionar...
Tudo parecia tão grande, veloz, severo e difícil, que, temendo perder-se num beco escuro ou mesmo em meio à multidão, ela ficava ali... sem coragem o bastante para nada e a vida lhe parecia sem graça...
Passar a vida sentada, olhando os outros viverem não era nada do que ela tinha sonhado... aos poucos ia percebendo que não podia mais esperar, teria que se levantar e andar.... andar sem rumo certo não lhe parecia uma coisa muito segura, e não era mesmo. Mas quem foi que disse que segurança é certeza de felicidade?
Levantou e deu um passo, mesmo sem saber pra onde ia. Deu outro, e outro e mais um.... e foi indo, caminhando, tentando perceber por onde andava, mas sem tentar prever o que encontraria quando virasse a esquina. Viu que isto não era apenas impossível, mas que tentar adivinhar as coisas doía... doía muito e só atava mais ainda os nós que a prendiam no chão... Se preciso fosse, perderia-se, mas sabia que no fim acabaria encontrando o caminho, mesmo que pra isso tivesse que desviar, entrar em becos sem saída e não ter medo de voltar e seguir por outro caminho...
quarta-feira, agosto 24, 2005
Loucura boa.....
Retirado do AURÉLIO:
Louco: 1. Que perdeu a razão; doido, maluco.
2. Contrário à razão; insensato.
3. Dominado por paixão intensa; apaixonado.
4. Esquisito, excêntrico.
5. Imprudente.
6. Doidivanas.
Eu sou completamente louca...
Não tenho razão, perdi faz tempo, joguei tudo pro alto uma vez e faria tudo de novo... mesmo sabendo que minha situação hoje não é das melhores, ser racional não é comigo e não sei "viver uma vida" considerada boa e estável fazendo algo que não amo, nem mesmo um pouquinho, sem me sentir um lixo completo... Jogaria tudo pro alto de novo e de novo e denovo e quantas vezes fossem necessárias com um sorriso no rosto
e sairia cantando...
Tá, não é um mar de rosas, mas sei que, mesmo com dificuldades, um dia vou conseguir me encontrar de verdade... =) *Otimista assim nem parece eu*
Sou dominada pela paixão sim, sou intensa e sou apaixonada.... quando gosto de alguém ou de alguma coisa, chega a doer... e dói mesmo, dói lá no fundo, mas é uma dor boa que não quero que sare nunca...
Tenho uma agonia tão grande que nem sei o que fazer com ela..... lidar com paixão tão grande assim que é um problema... e isso eu nem sei administrar...
Sou esquisita, sou excêntrica, sempre fui e sempre serei... ouço comentários de pessoas próximas e distantes... Antes me incomodava e até tentei me encaixar várias vezes, agora deixo pra lá, vivo muito melhor com minhas loucuras e conheci um bando de loucos pra andarem comigo pra lá e pra cá...
Só não sou imprudente e nem doidivanas... tá, não sou uma louca perfeita, mas se de 6 significados eu me encaixo em quatro, ao menos um projeto de louca eu sou...
Antes eu me sentia mal e me envergonhava quando ouvia e/ou percebia que pessoas me achavam louca... agora eu quero é mais gritar pra todo mundo ouvir...
Raul tinha razão:
"Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz"
Louco: 1. Que perdeu a razão; doido, maluco.
2. Contrário à razão; insensato.
3. Dominado por paixão intensa; apaixonado.
4. Esquisito, excêntrico.
5. Imprudente.
6. Doidivanas.
Eu sou completamente louca...
Não tenho razão, perdi faz tempo, joguei tudo pro alto uma vez e faria tudo de novo... mesmo sabendo que minha situação hoje não é das melhores, ser racional não é comigo e não sei "viver uma vida" considerada boa e estável fazendo algo que não amo, nem mesmo um pouquinho, sem me sentir um lixo completo... Jogaria tudo pro alto de novo e de novo e denovo e quantas vezes fossem necessárias com um sorriso no rosto
e sairia cantando...
Tá, não é um mar de rosas, mas sei que, mesmo com dificuldades, um dia vou conseguir me encontrar de verdade... =) *Otimista assim nem parece eu*
Sou dominada pela paixão sim, sou intensa e sou apaixonada.... quando gosto de alguém ou de alguma coisa, chega a doer... e dói mesmo, dói lá no fundo, mas é uma dor boa que não quero que sare nunca...
Tenho uma agonia tão grande que nem sei o que fazer com ela..... lidar com paixão tão grande assim que é um problema... e isso eu nem sei administrar...
Sou esquisita, sou excêntrica, sempre fui e sempre serei... ouço comentários de pessoas próximas e distantes... Antes me incomodava e até tentei me encaixar várias vezes, agora deixo pra lá, vivo muito melhor com minhas loucuras e conheci um bando de loucos pra andarem comigo pra lá e pra cá...
Só não sou imprudente e nem doidivanas... tá, não sou uma louca perfeita, mas se de 6 significados eu me encaixo em quatro, ao menos um projeto de louca eu sou...
Antes eu me sentia mal e me envergonhava quando ouvia e/ou percebia que pessoas me achavam louca... agora eu quero é mais gritar pra todo mundo ouvir...
Raul tinha razão:
"Dizem que sou louco por pensar assim
Se eu sou muito louco por eu ser feliz
Mas louco é quem me diz"
terça-feira, agosto 16, 2005
Turning point
Quando eu estava no cursinho de inglês, há muito tempo (cruzes! que velha!), lembro que uma das minhas professoras propôs um trabalho. Cada um deveria escrever uma redação e apresentar depois pra turma. O tema era este: "A turning point". "Que raios vem a ser isso?", lembro que foi meu primeiro pensamento. Descobri depois que era pra falar sobre uma mudança radical que tivesse acontecido em minha vida, algo que tivesse mudado minha rotina, minha maneira de viver mesmo...
Acho que eu devia ter uns 15, 16 anos na época.... E o que de radical poderia ter acontecido comigo???? Nada... minha vida era a típica de muitos adolescentes, nada de absurdo acontecia nela... Minha redação foi uma enrolação só! Sorte que desde sempre eu sei como enrolar bem...hihihi....
Hoje, depois da faculdade, depois de largar tudo que deveria estar fazendo (deveria em tese), depois de ralar muito, de levar muito na cara, depois de aturar as coisas mais absurdas em todas as áreas... depois de tudo isso eu preciso mais que nunca de um turning point in my life......
Help me to find a way, help me to find myself.....
In off¹: Post desabafo, fez bem só de escrever...
In off²: Ô pessoa pra gostar de "in off's" assim como eu...rssss
Acho que eu devia ter uns 15, 16 anos na época.... E o que de radical poderia ter acontecido comigo???? Nada... minha vida era a típica de muitos adolescentes, nada de absurdo acontecia nela... Minha redação foi uma enrolação só! Sorte que desde sempre eu sei como enrolar bem...hihihi....
Hoje, depois da faculdade, depois de largar tudo que deveria estar fazendo (deveria em tese), depois de ralar muito, de levar muito na cara, depois de aturar as coisas mais absurdas em todas as áreas... depois de tudo isso eu preciso mais que nunca de um turning point in my life......
Help me to find a way, help me to find myself.....
In off¹: Post desabafo, fez bem só de escrever...
In off²: Ô pessoa pra gostar de "in off's" assim como eu...rssss
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